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Novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos reforçam segurança do sistema financeiro nacional

Começam a valer novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos Começaram a valer nesta segunda-feira (1º) as novas regras para o uso do ...

Novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos reforçam segurança do sistema financeiro nacional
Novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos reforçam segurança do sistema financeiro nacional (Foto: Reprodução)

Começam a valer novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos Começaram a valer nesta segunda-feira (1º) as novas regras para o uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos. As novas exigências foram definidas após o escândalo do banco de Daniel Vorcaro. Quem tinha dinheiro no Master conseguiu receber o que estava investido até o limite de R$ 250 mil - o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos. A partir desta segunda-feira (1º), um indicador, o ativo de referência, vai medir a qualidade dos ativos de um banco. Se as aplicações e investimentos são sólidos, diversificados e transparentes. Na prática, quando o volume de recursos captados pelo banco com a garantia do FGC for maior do que esse novo indicador de segurança, o banco vai ter que aplicar parte do dinheiro em títulos públicos federais, considerados mais seguros. Os títulos públicos são papéis, ativos emitidos pelo Tesouro Nacional. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Esse aperto nas regras tem o objetivo de aumentar a segurança do sistema financeiro e impedir que bancos assumam riscos excessivos a partir da proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Novas regras para uso do Fundo Garantidor de Créditos pelos bancos reforçam segurança do sistema financeiro nacional Jornal Nacional/ Reprodução O Master era conhecido por atrair investidores com promessa de rendimentos muito acima da média do mercado, se baseando na garantia do FGC. Um modelo considerado agressivo, porque transferia riscos para o sistema financeiro, já que o FGC é mantido por contribuições de todas as instituições financeiras para ressarcir clientes em casos de quebra de um banco, por exemplo. O Banco Central liquidou o Master em novembro de 2025. Segundo o BC, o banco de Daniel Vorcaro enfrentava uma profunda crise de liquidez - não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. No total, o FGC deve pagar mais de R$ 50 bilhões em garantias. A Carla Beni, economista e professora da FGV, avaliou que as medidas reforçam a segurança do sistema financeiro: “Como você vai criar um novo indicador, se esse indicador sinalizar mais risco, a instituição vai precisar fazer um aporte em operações mais seguras, que são as operações do Tesouro Nacional, são os títulos públicos. O sistema financeiro requer atualizações constantes e essas alterações agora do Fundo Garantidor de Crédito são muito importantes para que tenhamos mais transparência, principalmente com as instituições e inclusive com os clientes”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Nova regra que limita uso do FGC para atrair investidores começa a valer; entenda o que muda Valdo Cruz: Projeto para FGC bancar perdas de fundos de pensão pode estimular má gestão nestas entidades